Se você busca um litoral diferente, sem prédios fazendo sombra na areia e com natureza preservada, Ilha Comprida é o seu destino.
A cidade oferece 74km de praias ininterruptas, dunas que lembram o Nordeste e uma experiência de “raiz caiçara”.
Diferente de praias urbanas como Santos ou Guarujá, aqui o luxo é a natureza intocada.
Reconhecida com o título de Reserva da Biosfera da UNESCO, a lei ambiental proíbe construções altas na orla, garantindo sol o dia todo e uma ventilação constante que vem do mar.
Preparamos um roteiro completo com o que fazer em Ilha Comprida, onde comer e como aproveitar o litoral do Boqueirão Norte à paz das Dunas do Araçá.
Índice de conteúdo
Por que se chama “Ilha Comprida”?
A ilha é, literalmente, comprida! Tem 74 km de extensão e, em alguns pontos, apenas alguns metros de largura.
É uma faixa de terra estreita abraçada pelo Oceano de um lado e pelo Mar Pequeno (estuário) do outro.
Essa geografia cria um cenário único: você pode ver o nascer do sol no mar e o pôr do sol nas dunas/laguna, tudo no mesmo dia e a poucos minutos de distância.
As principais praias de Ilha Comprida
Como a orla é contínua, as praias são divididas por balneários. Quanto mais ao sul você vai, mais deserta e selvagem a paisagem fica. As principais são:
- Boqueirão Norte (Agito): É o “centro” da ilha, onde tudo acontece. Tem a feirinha de artesanato, quiosques com música, sorveterias e a arena de eventos onde rola o “Ilha Verão”. Se você quer estrutura e não se importa com movimento, fique aqui.
- Boqueirão Sul (Natureza): Fica na outra ponta da ilha, próximo da balsa para Cananéia. É uma região muito mais tranquila e preservada, onde é possível avistar botos e golfinhos nadando no “Mar Pequeno”. O mar aqui costuma ser mais calmo, ideal para famílias.
- Praia do Encanto e Monte Carlo: Vizinhas ao centro, movimentadas, mas um pouco mais residenciais.
- Praia de Icaraí e Meu Recanto: Ótimas para quem aluga casas. Mar aberto e muita faixa de areia.
Ilha Comprida é um destino para quem busca um ambiente despojado, contato com a natureza e simplicidade.
Se você procura shoppings centers, um ambiente mais urbano, talvez prefira procurar o que fazer na orla da Praia Grande ou Santos.
Mas se você quer paz, dunas e tainha fresca, aqui é o seu lugar!

As dunas: o nosso “Nordeste Paulista”
Não é exagero comparar. As dunas de Ilha Comprida, especialmente na região do Araçá (a 6km do centro) e Juruvaúva, são impressionantes.
Diferente de outras praias, aqui as dunas são protegidas.
O passeio clássico é caminhar pelas dunas no fim de tarde para ver o sol se pôr no Mar Pequeno.
- Dunas do Araçá: A cerca de 6 km do centro (sentido Norte), são as mais famosas. O pôr do sol aqui é um espetáculo obrigatório. O acesso é gratuito e rende as melhores fotos da viagem.
- Dunas de Juruvaúva: Mais afastadas (35 km do centro, sentido Sul), chegam a 10 metros de altura. O visual inclui lagoas escuras e vegetação de restinga, criando um contraste lindo com a areia branca.
Vila de Pedrinhas: o charme caiçara
Se existe um lugar que define a alma de Ilha Comprida, é a Vila de Pedrinhas.
Localizada a cerca de 33km do Boqueirão Norte, é uma vila tradicional banhada pelo Mar Pequeno (o canal entre a ilha e o continente).
É o lugar para quem busca simplicidade “raiz”, para comer ostra fresca e peixe pescado na hora.
Caminhe pelas passarelas de madeira suspensas sobre o manguezal e veja os barcos de pesca ancorados.
Se estiver por lá numa terça-feira, procure pelo tradicional “Café Caiçara”.
O curioso Hotel Maré Alta (Abandonado)
Quem caminha pela praia ou pelas dunas inevitavelmente se depara com uma estrutura imponente: o esqueleto do Hotel Maré Alta.
O projeto funcionou como um resort de luxo nos anos 80, recebeu pessoas importantes, mas foi abandonado há cerca de 20 anos.
Apesar das lendas urbanas de hotel “mal-assombrado”, não se sabe ao certo o que aconteceu para o fim das atividades.
Alguns dizem que envolve o luto da família após a perda de uma das administradoras, outros dizem que foram questões financeiras, ambientais e até políticas.
Hoje, as ruínas de concreto viraram um ponto turístico “não oficial” e um marco visual da ilha, rendendo fotos misteriosas e despertando a curiosidade de todos os visitantes.

Onde comer em Ilha Comprida
A gastronomia da ilha é simples e saborosa, focada em frutos do mar e bons cafés. Aqui estão três paradas obrigatórias:
- Padaria Cajara: Um clássico da cidade, desde 1978. Seu visual encanta de primeira. É a parada certa para aquele café da manhã reforçado antes da praia ou um lanche da tarde. Também oferece excelente almoço por um bom preço.
- Padaria Fratelli: Localizada no centro (Boqueirão Norte), é popular pela variedade e qualidade, também funciona como pizzaria. Ótima opção para quem está hospedado no agito e quer praticidade.
- Restaurante Rancho Carioca: Se você quer almoçar com vista, esse é o lugar. Fica na região das dunas e do Mar Pequeno. O ambiente é rústico, a comida é caseira (peça os peixes!) e a brisa do estuário completa a experiência.

Onde ficar em Ilha Comprida
A hospedagem na ilha é composta majoritariamente por pousadas familiares e casas de aluguel.
O que fazer nos arredores? Juréia e Cananéia
Ilha Comprida fica posicionada estrategicamente entre dois outros destinos incríveis. Se você tiver dias sobrando, vale muito a pena visitar:
- Cananéia: Acessível pela balsa no Boqueirão Sul. Você pode conferir o que fazer em Cananéia, uma das cidades mais antigas do Brasil, com centro histórico preservado e passeios para ver Golfinhos.
- Juréia (Iguape): Acessível pela Ponte de Iguape. É um santuário ecológico. A Praia da Juréia e a Barra do Una são verdadeiros paraísos para quem curte ecoturismo.
Como chegar em Ilha Comprida
A ilha tem duas entradas e a escolha depende do seu roteiro:
- Pelo Norte (Via Iguape): O acesso é gratuito pela Ponte Prefeito Laércio Ribeiro. Ideal para quem vem de São Paulo pela Régis Bittencourt e quer ir direto para o centro Boqueirão Norte.
- Pelo Sul (Via Cananéia): Acesso por Balsa. Para quem vem de Curitiba ou quer conhecer o Boqueirão Sul. A travessia é paga (somente dinheiro) e leva cerca de 10 minutos.
- Preço (Carro): R$ 12,30 (dias úteis) / R$ 18,40 (sábados e domingos).
- Dica: A balsa funciona 24h, mas pode ter fila na alta temporada.
Melhor época para visitar Ilha Comprida
- Verão (dezembro a fevereiro): Alta temporada, cidade cheia, shows do Ilha Verão e calor.
- Março a Maio (melhor época): O calor continua, mas as chuvas de verão diminuem e a cidade fica tranquila.
- Inverno: Ótimo para a “Festa da Tainha” e para curtir o friozinho nas dunas, mas venta bastante.
Gostou do que fazer em Ilha Comprida? É o destino perfeito para se desconectar do mundo urbano e pisar na areia de verdade. Coloque no GPS e boa viagem!
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